prosa

naivve

de repente, o reflexo desaparece. vozes imponentes se impõem sobre a névoa marítima. o grande cérebro, o aríete que navega, forçando a entrada – traçando o suplí­cio – um a um: ah, um a um!

a pêssego maçã, tangerina romã
de lavanda sanguínea e fósforos
madressilvas efervescentes, óleos de alucinação, torrentes,

cortantes – ele, com a boca seca, entra a fora, sai a dentro – cava sonhos e oblitera terrenos!

esses tripulantes tomam de assalto a embarcação, piratas sádicos, santos maniqueístas, aberrações racionalistas e ápices tangerínicos de vaidade, tensão e aparência.

devoram romãs e repentem a si mesmos, afirmam tempestades
dar-nos-ia o consentimento

destroem os barcos de cantalupo e sândalo, cetim, ramos e remos de Armadura carmim: lançados a alto-mar: iremos nos afogar.

 

põem assim, desmancham, queimam a pele peluda da carne osso, e ossatura
mim, mim, mim, cintura
corrigir a postura
põem em causa, abraçam carapaça
tortura a carcaça
tropeço,
quando Ela exigiu o avesso – determinou aceitar todavia Ele não consentiu
oco
cada mofo, corpo, é-lhe dado um partitivo ocre e vermelho e negro e ácido
um a um – um soco no ventre!

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O navio que jamais navega

En passant

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