cenário, pensamentos

Buscando alento no que nunca se pode tocar. As respostas surgem sempre na hora em que são derrotadas as facas

– o enlevo que sente moldando as trincheiras da própria queda

assim é o quarto submerso
invólucro de vômito,
estado de sítio e aniquilação
ao virar-se vem a marteladas na cabeça a utopia impiedosa
se decide viver

então esse viver é a completa defecção
se decide morrer,

o quarto cessa a morte
torna-a tão viva e similar à vida

o desejo volta
se voltando uma vez mais e constantemente para a luz da visão
abandonando o pálido ou a sombra, pois essas duas nuances nascem do choque impossível

O que nasce no intestino não enxerga; sem olhos, afogado em lâminas, o quarto submerso jamais ouve ou come
a comida somente realça a matança que ele produz

a canalização dos sonhos triturados e o combate ao tempo
a luta pela liberação,
e, logo em seguida, o aprisionamento voluntário

O quarto submerso não é nada do que nos foi dito
nunca vai ser

O quarto submerso

En passant

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