distração, prosa

medusa

aos olhos, às lágrimas
muito provavelmente: tudo começa a se transpor.
se vê obrigado a tornar-se uma mera memória, um fantasma realista que aceita o seu degredo ao mundo da transposição: um exorcismo anárquico: emparedado diante da profusão de olhares também emparedados –

vê a monstruosidade do que não é – compelido a sobrepor à imagem uma outra forma disforme.

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