pensamentos, sumário

Novos textos, ensaios e obras; às vezes similares, às vezes distintos:

eu próprio me debato contra as minhas autocríticas pré-estabelecidas, ah, eu me debato contra algo que me é naturalmente prazeroso, sádico e vil! uma mélange de enredos talvez naïf, obviamente experimentais, com uma predominância à abstração: talvez formalistas

 

CARRO-CHEFE:

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avessas

ora avanço, ora estremeço e morro; nunca irei ceder – morro, mas morro em plena integração; escrevo pois me sinto sufocado, escrevo pois quero avançar sobre a neblina acachapante acima do prédio que está sempre em chamas – ardendo sem exceção; ensaio porque sangro de qualquer forma e, se sangro, não morro de lassidão – ensaio pois talvez e talvez consiga delinear um sentido perante a absurdidade que é ser e existir ao mesmo tempo – demolir todas as certezas e depois reconstruí-las em uma estrutura insone, sonora e subjetiva, que alcance quem puder e quiser.  quem ousar se esvanecer e liberar a si mesmo junto aos meus escritos; exijo apenas esta sentença: não haverá identidade firme, esqueça!, esqueço, não haverá identificação; é um quebra-cabeça cuja fabricação personalística se desmancha como glacê, e integra inúmeras personagens como as placas tectônicas.

jamais serei lido, ah, a literatura é uma múmia antiquada – eu sou seu filho patético e torpe, odeio a revolução – abomino tudo o que se espelha no futuro, sufocando as perspectivas do presente; um dia todos irão morrer, um dia eu vou morrer, e isso é aterrador.

ah, Lírio, o dia ensolarado me faz querer gritar

 

 

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a bordo

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